Projetos e Ações

Projetos

Em 2011 a ADEFIP criou o Projeto Adefip – Superação, Arte e Dança Adaptada que através da arte, da dança e do teatro visa ultrapassar as barreiras arquitetônicas e de comunicação em favor da inclusão social, além do resgate de valores pessoais de convívio social, valorizando as potencialidades dos jovens, crianças e adultos assistidos pelo projeto, proporcionando melhor qualidade de vida para eles e para os familiares. O projeto é desenvolvido semanalmente na ADEFIP, local onde são realizados os ensaios. Realizando apresentações no município e na região, e pelo terceiro ano consecutivo, convidados a se apresentarem na Feira Internacional de Tecnologia Assistida – REATECH em São Paulo, mostrando a superação de cada um no seu dia a dia realizando apresentações em Poços de Caldas em escolas municipais, eventos e festas, também recebendo convite para se apresentar em cidades da região.

O Projeto recebe apoio do DME – Departamento Municipal de Eletricidade e também da empresa de ônibus Circullare que auxilia no transporte até o local das apresentações.

Projeto Superar Limites no Paradesportivo

O projeto Superar Limites existe á 10 anos em Poços de Caldas juntamente com a ADEFIP desenvolve a 4 anos um trabalho de iniciação esportiva nas modalidades de bocha Paralímpica, futebol de sete, tennis de mesa Paralímpico, para badminton, o nosso objetivo principal e favorecer a inclusão através do esporte é fazer com que o mesmo contribua com a equipe multidisciplinar da instituição no processo de reabilitação dos atendidos.

Projeto Estimulação Visual na Paralisia Cerebral

A deficiência visual em crianças com paralisia cerebral é comum. A criança em desenvolvimento extrai informações relevantes de um grande número de estímulos visuais em seu ambiente, sendo a percepção mais eficiente quando todos os sistemas sensoriais (auditivo, tátil, cinestésico, vestibular, olfativo e visual), contribuem simultaneamente. O aprendizado perceptivo é a própria habilidade da criança na interação e às vezes pode ser alterado pelos problemas de processamento do sistema visual e sua função, causando deficiência no aprendizado, no relacionamento social e diminuição no rendimento de atividades físicas e intelectuais. A deficiência visual de origem cortical está associada a sequelas neurológicas. Grande atenção tem sido voltada para o desenvolvimento visual atípico, frequentemente apresentado na paralisia cerebral associada a múltiplas deficiências. Segundo Lindsted(1998), a baixa visão ocorre em 50% das crianças com múltiplas deficiências.

Assim, uma avaliação oftalmológica completa deve fazer parte na rotina de avaliação da criança com PC.É importante saber não somente a avaliação quantitativa da visão, mas sobretudo o aspecto funcional de uma resposta visual. É saber sobre o quanto a criança enxerga e o que ela é capaz de realizar com a sua visão. A capacidade de ver e interpretar imagens depende principalmente da função cerebral, portanto o uso funcional da visão é necessária para o desenvolvimento típico do córtex visual e vias ópticas. A visão depende, para seu perfeito funcionamento, da integridade do globo ocular, das vias ópticas, córtex visual e o exercício de ver. O sistema perceptivo visual funcional inclui os olhos, os músculos das vias oculomotoras, o nervo óptico, o córtex occipital e as áreas associativas . Lesões periféricas ou centrais em qualquer ponto do neuroeixo podem resultar em déficits perceptivos visuais. A criança com múltiplas deficiências apresenta variedades de sinais e sintomas muitas vezes difíceis de elucidar ou classificar. O reconhecimento precoce das alterações oculares fazse necessário para o planejamento do programa de estimulação.

“Dentro da prática clínica, a estimulação visual surge como um processo que procura resgatar não só o potencial visual da criança, mas sobretudo busca proporcionar condições para que ele possa estabelecer relações com o meio, vivendo experiências significativas que formarão uma subestrutura cognitiva, base para posteriores construções da inteligência, como as reações emocionais e afetividade susequente.” (Lima e Fonseca , 2004)

Nas crianças que apresentam crises convulsivas, o estímulo luminoso deve ser usado com cautela. Para a realização da estimulação visual utilizamos vários objetos de tamanhos e tipos variados, em alto contraste, coloridos, iluminados e/ou com brilho. Durante a estimulação visual devemos considerar como as funções visuais são desempenhadas e interagem. A função visuomotora abrange as funções oculomotoras : localização, fixação, seguimento e acomodação ocular. A função visuomotora deve relacionarse em reciprocidade com a função motora apendicular, ou seja, o alcance, agarrar, controle dos movimentos dos braços/mãos e dedos, preensão e manipulação.

“A visão deflagra o desenvolvimento motor, é um instrumento que acentua as habilidades mentais, um construtor de conceitos espaciais, um instrumento quando adquirimos linguagem e um meio de desenvolver as relações emocionais. A visão também guia o seu prórpio desenvolvimento, a criança aprende a ver, vendo.” (Oliveira, 2004)

Todos esses componentes são fundamentais para o desempenho motor funcional, assim como a informação sensorial. A interrelação entre sistema sensorial e motor irá nos oferecer estabilidade corporal, influência no tônus muscular, manutenção da mira visual, direção espacial e das posições dos olhos para movimentos preciosos direcionados a um alvo. Quanto mais precocemente for instituído a estimulação visual na vida da criança com déficits neurológicos, maiores os resultados. É importante respeitar as potencialidades de cada criança. O programa é personalizado e pode ser modificado ao longo do tratamento conforme as necessidades. A estimulação visual justifica-se como um meio de prevenir a privação visual, aumenta a eficiência da visão existente, mas não cura ou modifica o processo ou extensão do comprometimento, a experiência visual precisa ser ativa e acompanhada pela experiência tátil com integração olho-mão e principalmente: é uma parte integrante de outras atividades específicas como social, escolar e lazer. A criança deve ser estimulada visualmente em todos os momentos de seu cotidiano!

Referência Bibliográfica: Paralisia Cerebral: Neurologia, Ortopedia, Reabilitação. César Luiz ferreira de Andrade Lima, Luiz Fernando Fonseca.Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro-RJ, 2004. Terapia Ocupacional na Reabilitação Física. Teixeira, Érika; Sauron,Françoise; Santos, Lina; Oliveira, Maria Cristina. Editora Rocca. São Paulo, 2002.

A instituição oferece um serviço, exclusivo na região que é a TCI

Terapia por Contensão Induzida (TCI) é uma técnica de reabilitação criada por Edward Taub em 1980 para proporcionar melhora funcional no membro superior de pacientes com sequela de hemiparesia vítimas de acidente vascular cerebral (AVC).

Hoje também utilizada em crianças com paralisia cerebral (PC) e adultos com traumatismo craniano (TCE), é indicada para pacientes com limitação da função predominante em um dos braços .

           Após treinamento na Universidade do Alabama em Birmingham (UAB) – EUA, o grupo Contensão Induzida foi fundado em 2008 com principal objetivo de divulgação da técnica no Brasil. Com a autorização da equipe do Dr. Taub foi proposto então o curso para capacitação de profissionais para aplicação da técnica.

A técnica envolve um treinamento intensivo e orientado do braço mais afetado juntamente a restrição do membro superior sadio.
Assim a técnica é capaz de maximizar ou restaurar a função do braço afetado facilitando sua participação nas atividades do dia a dia.
A terapia está fundamentada em três conceitos básicos:

– treino repetitivo de tarefa orientada, realizada por um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional capacitado.

As técnicas de treino motor visam ampliar o uso funcional do membro superior parético nas atividades cotidianas do indivíduo, porém com abordagens diferentes.

Pacote de transferência: conjunto de atividades que proporcionam maior adesão do paciente ao tratamento e garante o uso do braço mais afetado nas tarefas do dia a dia.

Todo o protocolo da TCI inclui procedimentos que são usados frequentemente em intervenções comportamentais para modificação de hábitos. O objetivo é aumentar a frequência do uso e a qualidade do movimento do membro mais acometido de pessoas com hemiparesia nas atividades da vida real.

Restrição: Realizada no braço sadio por uma luva no caso de adultos e por um gesso em caso de crianças.

A restrição do membro superior não é o principal componente da técnica, e sim apenas um lembrete para que o paciente não use o membro sadio ou menos afetado em casa.

Os primeiros estudos sobre TCI utilizaram uma tipoia para restrição do membro superior não afetado, porém esse tipo de aparato limitava as reações de equilíbrio além de não restringir o uso da mão. Em 2002 foi proposto pelos criadores da técnica o uso de uma luva, pois está é capaz de limitar a preensão, mas permite o apoio e as reações de equilíbrio e desde então este é o aparato que têm sido utilizados para restrição em adultos.

Para crianças o aparato de restrição é um gesso sintético removível e lavável confeccionado antes do tratamento para cada criança.

Os pacientes da instituição que apresentarem o uso assimétrico do MS, por  consequência de alguma lesão encefálica, serão encaminhados para uma triagem, onde poderemos identificar se o mesmo é elegível ou não para o programa de tratamento.

Em caso afirmativo, será agendado o inicio do protocolo, onde na ADEFIP foi preciso adaptar para nossa realidade, assim ficaram estabelecidas:

  • 12 sessões para adultos + 4 dias para triagem, av. inicial, av. final e finalização.
  • 9 sessões para crianças e adolescentes + 4 dias para confecção do gesso, triagem, av. inicial, av. final e finalização.

O paciente adulto não pode repetir o protocolo, apenas em caso de novas lesões encefálicas ou crianças.

Ao final são orientadas praticas para se manter o uso do membro superior paretico.

A técnica tem apresentado resultados excelentes, e estamos abrindo mais vagas em nossa fila de espera.

Assim, quem se interessar entre em contato com nossa instituição, procurar Camila ou a coordenação, para agendarmos uma triagem.

A ADEFIP sempre acreditando no potencial do ser humano!

Doe para a ADEFIP e faça parte dessa história!

 


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